A Mountain Bike com cara urbana

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‘Monstrona’, uma mountain bike para as ruas de São Paulo. Um ‘bicicletão’. (Foto Raquel Espírito Santo)

A bike do Leo não tem nome mas eu chamo de ‘Monstrona’. Ele também me encontrou na rua, já sabendo que a ‘Pierre’ estava sendo feita para a vizinha Tereza.

A história começa indignante. O Leo sempre usou bicicleta como meio de transporte, inclusive e principalmente quando precisava fazer promoção de seu negócio nos restaurantes da cidade. E teve o dia que  enquanto fazia seu trabalho, desviou o olhar de sua companheira por segundos. Foram poucos mas suficientes para que algum cafajeste a tomasse de assalto a fugir pedalando. Fiquei tenso quando me contou a cena de sair correndo atrás do cara se enroscando nas marchas até embalar e sumir.

A ideia era montar um híbrido que rendesse a pedalada de uma bicicleta ‘urbana’ mas com a agilidade de mountain bike para vencer obstáculos na rua.  Logo de cara eu já sabia que ela seria uma ‘bike street’, inspirada nas fixas de freestyle, com quadro resistente, baixo e de geometria ágil e rodas aro 700 com pneus grandões. A mecânica é toda Shimano montada num quadro Venzo Raptor 29, de 19 polegadas. O Leo é alto, tem mais de 1,80 m tranquilamente. E por performance, utilizamos uma relação de Speed, com apenas 2 coroas.

Teve também o desafio ‘conforto vs agilidade’ do guidão. A solução foi usar um guidão Promax bem baixinho e curto – que ainda cortamos alguns centímetros – na mesa alta e com bastante espaçadores. Ela ficou estreita e ágil. E para não fazer besteira no trânsito caótico de nossos dias, retrovisor (!).

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A curta distância entre-eixos somado à altura do guidão de pequeno proporcionam conforto e agilidade para quem pedala. (Foto Raquel Espírito Santo)

O DISFARCE

A lembrança da bike perdida cativou a vontade de passar desapercebido entre as pessoas. Por isso escolhemos o ‘set’ da ‘Monstrona’ todo em preto. Cubos, guidão, mesa, banco e nova pintura do quadro não chamam tanta atenção como aquelas bikes adesivadas. Até as manoplas, importadas, tem trava anti-furto. Meia hora depois de entregue recebo o que considero o melhor pagamento da história. A mensagem do Leo no celular dizia: ‘Isso é que é bike!’

Fiquei mais feliz que ele. Talvez.

FICHA TÉCNICA

Quadro de alumínio Venzo.

Câmbios Shimano Altus com passadores Shimano EZ Fire.  Pedivela Speed de 2 coroas. 52 dentes na maior.

Freios a disco Shimano.

Mesa e guidão Promax.

Aros Vzan e Pneus Kenda 700 x 45

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Detalhes dos cubos e discos Shimano; o Pedivela Shimano Speed; a frente, com guidão encurtado, o selo Venzo e retrovisor e por último, passador EX Fire, rápido e preciso. (Foto Raquel Espírito Santo)

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O guidão visto de outro lado e detalhe do quadro e câmbios. Os pedais são de BMX, e não menos importante, o bom e velho descanso, o famoso ‘pezinho’. (Foto Raquel Espírito Santo)